Árvore genealógica


Clique no link abaixo para baixar o arquivo com a árvore genealógica da família Ghisi a partir de Battista Ghisi e Giovanna (sempre em construção:)


Abaixo encontra-se uma parte da árvore mais antiga, a partir de Marco Ghisi, nascido em 1170. Considerando que na nossa árvore principal o personagem mais antigo nasceu em torno de 1700, quem sabe um dia não conseguimos unificar as duas árvores:)

A vida na colônia


A Colônia Azambuja foi fundada em 28 de abril de 1877 a partir da primeira Lei Imperial Brasileira de Fomento à Imigração nº 3784/1867 e sancionada pelo Imperador Dom Pedro II, sendo designado o engenheiro-agrimensor maranhense Joaquim Vieira Ferreira para, junto dos 291 imigrantes italianos vindos da Lombardia, iniciarem o processo de colonização. Juntamente ao engenheiro, chefiavam os trabalhos os catarinenses Manoel Gregório, Manoel Miranda – com o filho Firmo, e Manoel Nazário, que veio com a família de Braço do Norte.


Eng. Joaquim Vieira Ferreira 
09/02/1841 – 17/11/1913
(Retrato: João R. Delmas – 1879)

Nas fotos abaixo, do retratista Ozório do Amaral, observa-se a derrubada inicial da mata e as primeiras casas da Colônia de Azambuja na praça em confluência entre o Rio Cintra e o Rio Pedras Grandes (1877).


A derruba inicial com as primeiras casas de Azambuja. A casa em plano mais alto é a do Diretor da colônia. Entre ela, e a casa branca à direita vê-se a capela de madeira.
Fonte: Museu de Urussanga
Rua Vieira Ferreira, a margem do rio Cintra. Na casa a direita, que serviu depois de quartel, funcionou a primeira escola.
Fonte: Museu de Urussanga

Após permanecerem alguns dias em Azambuja, alguns colonos foram levados para os seus lotes nos rios Pedras Grandes, Canela Grande e Armazém. Giuseppe e Romoaldo Ghisi e suas famílias foram para a localidade de Armazém.

Mapa antigo do município de Urussanga:

Mapa Urussanga Antigo.PNG


Assim como eles, também foram para a região do Rio Armazém as famílias dos imigrantes listados abaixo:

Baesso, Pietro

Bonetti, Domenico

Bonetti, Florindo

Cataneo, Francesco

Carboni, Luigi

Cargnin, Giovanni

Comelli, Ricardo

Dandolini, Lorenzo

Furlan, Valentino

Furlanetto, Bellini

Librelato, Eugenio

Lotti, Carlo

Minotto, Giovanni

Nicoladelli, Pietro

Negri, Domenico

Orlandi, Giuseppe

Peron, Pietro

Pigarelli, Giacomo

Sandrini, Angelo

Zanella, Ferdinando

Zanini, Cirillo

Zappellini, Giacomo

Zappellini, Giovanni

Zappellini, Gaetano

As famílias dos irmãos Giuseppe e Romoaldo Ghisi se estabeleceram na linha Rio Armazém, em Urussanga.

Conforme descrito no Jornal República, de 4 de julho de 1895, a família de Giuseppe Ghisi se instalou no lote 2 desta localidade.

Obs.: Em relação a família de Romoaldo Ghisi, ainda não há informação do lote que lhe foi designado, apenas uma menção de que seria próximo à linha Rio Coral. Espero que alguém me ajude a encontrá-lo:)

O mapa abaixo demonstra a divisão dos lotes na Colônia de Azambuja em 1888, com destaque para linha Armazém.

De acordo com o mapa, existem dois “lotes 2” nessa região.

Porém, antigos moradores de Armazém afirmam que a primeira morada da família Ghisi foi próxima à Linha Pacheco, o que leva a crer que o lote 2 à direita do mapa é a localização mais provável.

Posteriormente, sabe-se que Delelmo Ghisi e sua família foram morar ao lado da Capela de Armazém (28°27’45.9″S 49°16’49.3″W), nessa casa cercada à direita da foto (Propriedade até então da família de Bona).

Obs.: Não há informação se Giuseppe Ghisi e sua esposa também moraram nessa localidade.

Festa da Nossa Senhora do Rosário – 1946

Entre a casa e a Capela ficava a escola da comunidade e, mais ao fundo, do outro lado da Capela, o cemitério.

A família de Delelmo Ghisi e Catharina Zanolli era formada pelos filhos:

Ernesto
Estiliano
Veríssimo
Apollonia
Gentila
Rocco
Antônio
Celeste
Maria
Corina
Terciso
José

Delelmo Ghisi e Catharina Zanolli Ghisi
Passaporte de Catharina Zanolli
Fonte: Centro de Documentação Histórica. Museu ao Ar Livre – Orleans.
(Fornecido por Idemar Ghizzo)
Passaporte de Delelmo Ghisi
Fonte: Centro de Documentação Histórica. Museu ao Ar Livre – Orleans.
(Fornecido por Idemar Ghizzo)


A família tinha uma serraria no terreno em frente à casa, do outro lado da estrada, a qual chegou a pegar fogo e foi reconstruída. Até hoje é possível ver parte da estrutura de pedra da serraria (Foto abaixo). Além disso, tinham um engenho de farinha e uma tafona.

Direita: Parte da estrutura de pedra da serraria / Centro: Local da antiga casa da família Ghisi / Esquerda: Capela de Armazém

Dizem os antigos que na época o Rio Armazém era muito utilizado pelos colonos, onde praticamente cada casa tinha a sua roda de água para utilização de engenhos de farinha, atafonas, serrarias, etc. Porém, com a chegada da energia elétrica, toda essa estrutura foi perdida.

Com o tempo, cada irmão foi tomando o seu caminho.

Estiliano foi para São Bonifácio (Nova Veneza). De acordo com a sua filha, Olívia, foram 6 dias de viagem de carro de boi. O motivo? Busca por terras melhores para o plantio (diziam que a terra em Pedras Grandes não era das melhores) e também pelo fato de Nova Veneza estar se desenvolvendo economicamente.

Antônio foi para Enéas Marques, Paraná. Alguns moradores antigos de Armazém disseram que um dos filhos do Delelmo foi para o Paraná depois de dar um tiro num tropeiro no meio de uma briga. O tropeiro não morreu, mas tendo medo da vingança, ele decidiu ir com sua família para bem longe, no Paraná. Provavelmente esse Ghisi seja o Antônio. Posteriormente, seu irmão Rocco e seu sobrinho Deonísio, também foram para lá.

Celeste foi para Itajaí e posteriormente para Ivaiporã, Paraná. Mas não se tem informações do motivo.

No Armazém, ficaram José, Tercisio e suas irmãs “solteironas” Corina e Maria, as quais eram costureiras e também cuidavam da atafona. Tercisio ficou cuidando da serraria e foi morar no terreno ao lado do cemitério (ao lado esquerdo, já que do outro lado era a Capela).

Tercisio Ghisi (esquerda) e José Ghisi (direita)
Tercisio Ghisi

No armazém de secos e molhados os colonos podiam vender os produtos que cultivavam e comprar aqueles que não conseguiam obter na região.

No início, havia um armazém mais afastado, montado pelos portugueses que vieram abrir o caminho para os imigrantes. Mas com a chegada em massa dos imigrantes nesta região, o antigo armazém deixou de existir e um novo foi montado dentro da comunidade.

Nos primeiros anos da colonização, foram registrados poucos conflitos na região. Porém, conforme as colônias foram se expandindo, os conflitos entre imigrantes italianos, índios e até portugueses, começaram a se intensificar.

Certa vez um capitão teve que ser chamado para intervir na disputa de terras entre imigrantes italianos e portugueses. Seu nome era capitão Pacheco, o qual criou uma linha para dividir o território de forma clara e acabar com os conflitos na região, ficando conhecida como Linha Pacheco.

Mas os principais conflitos ocorriam com os índios (bugres), conforme pode ser observado em relatos citados no Artigo “OS PRIMEIROS CONTATOS ESTABELECIDOS ENTRE OS XOKLENG E OS IMIGRANTES ITALIANOS NA CIDADE DE URUSSANGA, SANTA CATARINA” de Ketilin Keli da Silva Deisi Scunderlick Eloy de Farias:

Com os índios nunca tiveram contato porque o índio vinha e roubava as plantações, matava os animais. Eles tinham muita raiva dos colonos italianos, porque os verdadeiros proprietários eram os índios. Houve muito massacre, muita morte“.

Ali em Rancho dos Bugres era a casa deles, oca, toda feita de palha, só tinha uma porta, porque de noite era mais quente. Eles se vestiam com uma tanga na frente, algumas tribos era natural mesmo “como Deus mandou” e não tinham vergonha, não conheciam comprar, não tinha fábrica, então eles ficavam nus, viviam da caça e da pesca. Tinha índio por toda a cidade, cada tribo tinha seu local, não eram todos juntos“.

Para quem tem curiosidade sobre os detalhes do cotidiano dessa região na época da imigração, recomendo a leitura dos livros:

Colonos e missionários italianos nas florestas do Brasil.

Autor: Padre Luigi Marzano
Disponível na Biblioteca da UFSC

Azambuja e Urussanga
Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina.

Autor: Desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira
Disponível na Biblioteca Pública do Estado – SC e da UFSC

Colônia Azambuja
A imigração italiana no sul de Santa Catarina.

Autores: Eusébio pasini Tonetto, Idemar Ghizzo e Lenir Pirola
Disponível versão impressa na Epagri


Veja abaixo a galeria de fotos e ajude-nos a identificar outros integrantes da família Ghisi 🙂

Fonte: Arquivos do Sr. Valmor Bonetti e da Estação Ferroviária de Pedras Grandes.

Veja também documentos que relatam detalhes do cotidiano dos imigrantes italianos nessa região:



Agradeço a contribuição do Sr. Valmor Bonetti e da Sra. Maria das Dores Ghisi no conteúdo e fotos supracitados!

Fontes:

AZAMBUJA E URUSSANGA – Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina. Desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira.

Família de Artistas

Giovanni Battista Ghisi (Mantua, 1538 – )

Ele foi o primeiro membro da família a ser notado como artista.
Giovanni, assim como os demais familiares citados a seguir, eram geralmente distinguidos pela palavra Mantuanus, que foi adicionados aos seus nomes porque eram nativos de Mântua.
Alguns autores dizem que o artista é pai e, outros, o tio daqueles que se seguem. Ele foi estudioso de Giulio Romano e foi pintor, escultor, um arquiteto e um gravurista.


Giorgio Ghisi (Mantua, 1520 – 1582), era um gravurista italiano.

Filho de Ludovico Ghisi, um comerciante de Parma que se mudou para Mantua e irmão de Teodoro, ele se inspirou nas obras de Marcantonio Raimondi, desenvolvendo um estilo caracterizado por um intenso claro escuro. Em 1550, ele visitou Antuérpia para trabalhar na oficina de Hieronymus Cock, e depois retornou a Mântua, onde trabalhou para toda a vida.

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Este escudo de desfile assinado por Giorgio Ghisi (Ghisi Shield) e datado de 1554 é feito de uma única placa de aço, côncava em direção ao corpo e com a borda virada sobre um fio.  Ele era conhecido por seu domínio dessa arte, como é documentado pelos comentários de Bertani em seu livro Gli oscuri e dificili passi dell’opera ionica di Vitruvio, publicado em Mantua em 1558: “Messer Giorgio Ghisi Mantovano, huomo veramente hoggidi raro al Mondo, em tagliar rami, e lavorare alla Azamina di piu varie sorti“.

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Fonte: http://www.britishmuseum.org/

Teodoro Ghisi (1536-1601) foi um pintor e gravurista italiano do período do Renascimento, principalmente ativo em sua Mântua natal. Ele se especializou em pinturas de cenas de animais e natureza.

Teodoro era conhecido principalmente por seus desenhos e ilustração de animais. Teodoro era um guardião da casa de Verão Ducal conhecida como Palazzo del Te, em Mantua.

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Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Teodoro_Ghisi


Diana Ghisi (1536) 

Foi uma gravurista italiana de Mântua. Ela é uma das primeiras mulheres gravurista conhecida.

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Ela era uma das quatro crianças do escultor e gravurista Giovanni Battista Ghisi. Diana aprendeu a arte gravurista de seu pai e do artista Giulio Romano. Ela recebeu seu primeiro reconhecimento público como gravurista na segunda edição de Giorgio Vasari de seus Vites (1568).

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Diana_Scultori


Adam ou Adamo Ghisi

Outro gravador da mesma família, nascido também em Mântua, e por alguns disseram ter sido irmão de Diana e Giorgio Ghisi. Ele também trabalhou no mesmo estilo da família, no entanto, suas obras não eram tão reconhecidas com as de Georgio, mas possuem grande mérito.


Andrea Ghisi

Em 1607 Andrea Ghisi, um nobre veneziano, publicou um livro peculiar intitulado Il laberinto del Signor Andrea Ghisi. O livro começa com uma dedicação ao Príncipe de Mantua, Francesco Gonzaga (1577-1616), onde o autor descreve seu trabalho como um “exercício de ociosidade”: uma atividade recreativa sem finalidade prática, útil para recuperar energias e restaurar o corpo e alma.

Não há muita informação biográfica sobre Andrea Ghisi disponível. O título de seu livro mais famoso apresenta-o como um nobre veneziano. Além de Laberinto, sabemos que em 1620 ele publicou em Veneza, na imprenta de Alessandro de Vecchi, o jogo nobre e agradável intitulado O Passatempo.

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Fonte: http://www.marianotomatis.it/blog.php?post=20110922&section=english


Federico Ghisi 

Musicólogo e compositor italiano (Shanghai 1901 – Luserna-San Giovanni 1975 ). 
Estudante de C. Gatti e GF Ghedini, ele trabalhou como compositor (Pyramuse Tisbe , ópera de balé, 1955 ; Sant’Alessio , oratório, 1957) e musicólogo (Canções de carnaval, 1937; Para as fontes da monodia, 1940 ). E também ensinou história da música em Perugia (1945 – 74).

Viagem Itália – Brasil


A viagem de São Benedetto Po (Itália), cidade natal das famílias dos irmãos Romoaldo e Giuseppe Ghisi, até a Colônia de Azambuja, foi realizada através de carros de boi, trens, navios e muita caminhada, conforme pode ser observado nos trechos abaixo do livro “As Faces da Vida – Os Graciola“, de José Francisco Graciola, pela Editora Komedi, Campinas, em 2006.

Observação: Vejam este e outros ótimos textos no site http://telmotomio.blogspot.com


O destino era o Porto de Le Havre no norte da França.

Os portos mais seguros para embarque eram os franceses, porque na Itália uma circular do ministro Lanza em 18/01/1873 exigia muitas formalidades aos imigrantes. Além disso, quem partia da França, era favorecido, pois a legislação francesa, ao contrário da italiana, previa que a bordo dos navios houvesse a presença de médicos e remédios. Eis porque, especialmente entre 1875 e 1876, as partidas para o Brasil aconteceram sobretudo de Marselha e Le Havre. As passagens eram gratuitas. Em fins de 1876, as partidas de Gênova tinham se tornado mais frequentes em detrimento dos portos franceses.

Em 1878, houve suspensão dos contratos entre o governo brasileiro e os empresários engajadores e com isso se acabou a gratuidade das passagens.
A cidade de
Rovereto era o encontro de todos os imigrantes dos vales trentinos.

Chegavam de diversas localidades, quase sempre conduzidos por carroças ou carros de boi. A estação ferroviária estava lotada de imigrantes carregados de bagagens e lembranças. Alguns levavam garrafas de vinho, outros sementes para plantar na nova terra, outros ainda portavam ferramentas ou utensílios de cozinha

O trem então partiu para a cidade de
Verona. Lá chegando, conseguiu-se uma vaga em uma hospedaria para passar a noite. As crianças precisavam descansar. Em Verona, também se juntaram alguns vênetos.

No outro dia pela manhã, a viagem prosseguiu com destino à cidade de Modane, já agora em território francês.

À tarde, a partida com destino a Paris.
A viagem prosseguiu atravessando todo o território francês e, ao entardecer do dia seguinte, avistou-se
Paris.

Por volta das 11 horas da noite, partiu o trem de Paris com seu destino final: o
Porto de Le Havre.

Na manhã do dia seguinte, a chegada ao porto.

O canal da Mancha. Formavam-se grupos de pessoas com afinidade de origem, dialeto ou então parentesco. Uma sirene estridente quebra o torpor da manhã. Era hora da apresentação dos documentos para o embarque. As pessoas se aglomeravam, muitos eram tomados pelo pânico e relutavam em embarcar.

Começa o embarque. Eram muitos imigrantes. Haviam muitas dificuldades com as autoridades francesas, que não falavam a língua italiana e precisavam da ajuda dos agentes.

Era grande o risco de epidemias, principalmente a varíola, que vitimava quase sempre velhos e crianças. Havia também o antigo temor das tempestades em alto-mar.

Depois de algumas horas, estavam todos a bordo, tragados pelo gigante de aço. A maioria trentinos, mas também vênetos e lombardos.

Os alojamentos não eram adequados e suficientes. A passagem de terceira classe não poderia prover-lhes melhor sorte. Enfim, todos se acomodavam nos beliches, alguns colocam os colchões no chão. Amontoam as malas e sacolas em qualquer espaço disponível. À noite, deveriam permanecer separados por sexo: os homens de um lado e as mulheres, crianças e bebês de outro.

Aos poucos o vapor vai deixando o Canal da Mancha em direção ao Atlântico Norte. Agora só se avista céu e mar. Passados alguns dias, o capitão avisa que estão próximos à Ilha da Madeira, já nas costas da África. A água existente é basicamente para beber. A comida quase sempre consistia de uma sopa rala de batatas e massa condimentada com toucinho. Fazia-se acompanhar por um naco de queijo curado que haviam trazido na bagagem. Pela manhã, um café invariavelmente muito fraco…

Diminuiu bastante o forte cheiro de vômito dos primeiros dias, com a adaptação aos balanços do navio. Os dias são longos. Chegam notícias de óbitos, outras notícias de pessoas adoecidas e de crianças e velhos que padecem. A religiosidade os fortalece, são famílias essencialmente católicas e, ao cair da tarde, participam de forma compenetrada e intensa das orações e dos cânticos. Os dias continuam muito compridos e as noites intermináveis. Finalmente em um entardecer, chega o aviso vindo da cabine de comando: no dia seguinte deveriam chegar ao Rio de Janeiro.

O desembarque no Rio de Janeiro.
Começa o procedimento de desembarque. São apresentados os documentos perante as autoridades brasileiras. Sobem a bordo as autoridades sanitárias. Médicos e enfermeiras fazem a vacinação dos imigrantes. São em seguida conduzidos e alojados na Hospedaria dos Imigrantes, antigo depósito de mercadorias do porto do Rio de Janeiro. As condições da hospedaria são muito precárias. Faltavam intérpretes para fornecer as devidas informações e a estrutura era muito deficiente. A febre amarela já se tinha instalado na capital brasileira e vinha vitimando muitos estrangeiros.

Reunidas na hospedaria, todas aquelas famílias que juntas tinham atravessado o Atlântico embarcariam novamente em uma curta viagem, com destino ao sul, ao Porto de Itajaí. Naqueles anos havia quatro navios que realizavamo transporte da capital brasileira para as províncias do sul: o Calderon, o Purus, o São Lourenço e o Werneck, que era um navio de transporte militar.

No início de novembro daquele ano de 1876, chegavam a Desterro (Nossa Senhora do Desterro, antiga denominação de Florianópolis) e dali ao Porto de Itajaí. No porto foram alojados nas casas de recepção. Eram construções de madeira, com aspecto pouco atraente, com pouco conforto, que abrigariam os imigrantes por pouquíssimo tempo até serem conduzidos ao agente de colonização, que os conduziria ao seu destino final.

Seguem a pé ou em carroças puxadas por bois, lentamente pelas trilhas (picadas) abertas no ano anterior…


Principais cidades da rota percorrida de San Benedetto Po – Le Havre

Em 02/08/1877 o Vapor HENRI IV sai do Porto de Le Havre com destino ao Porto do Rio de Janeiro, o qual chega em 02/09/1877. A bordo se encontravam a família dos irmãos Romoaldo e Giuseppe Ghisi, filhos de Antônio Ghisi e Domênica Pedrazzoli.



Navio tela 1
Navio tela 2
Lista navio Giuseppe
Lista Navio Romoaldo


Romoaldo Ghisi, 41 anos.

Santa Stefanini, esposa, 40

Maria, filha, 17

Guerina, filho, 11 (Correção: Gherino)

Mauro, filho, 8

Amadeo, filho, 6

Ester, filho, 2

Ignazio, filho adotivo, 11 (filho de Ignazio Ghisi e Adelaide Magnani) *

Domenica Pedrazzoli, mãe, 52 (Correção: 62 anos)


*De acordo com alguns familiares, o pai dessa criança, também chamado Ignazio Ghisi, nascido em 1839, foi um filho que Antonio Ghisi teve fora do casamento. Romoaldo Ghisi e Santa Stefanini adotaram essa criança como filho legítimo quando seus pais morreram, conforme descrito no registro de Óbito de Santa (imagem abaixo).




Giuseppe Ghisi, 39 anos.

Maria Zapellini, esposa, 34

Angela, filha, 7

Adelina, filho, 5 (Correção: Delelmo)

Amabilia, filha, 12 meses (Correção: Amabilia Catterina)



Observação: Alguns nomes e idades foram informados de forma incorreta na lista, por isso a correção entre parênteses.

Vapor HENRI IV – Relação de passageiros 02091877

Após chegarem no Rio de Janeiro, mudaram de Vapor e vieram até Desterro (Florianópolis).

Com destino à Laguna, seguiram embarcados nos paquetes (Pequenas embarcações costeiras) e chegando lá seguiram com grandes canoas fretadas até o Porto de Morrinhos, em Tubarão. Desse ponto, deixaram os barcos e foram até Poço Grande, onde após aguardarem alguns dias nessa região a espera de carros de boi para levarem as bagagens, seguiram durante 12 dias costeando o Rio Tubarão até Pedras Grandes.

Por fim, fizeram o último trecho até a Colônia de Azambuja a pé, com suas bagagens nas costas e em algumas mulas compradas.

Caminho imigrantes.PNG

Veja a seguir um vídeo muito legal do Eusébio Pasini Tonettoque fala sobre essa chegada dos imigrantes.



Curiosidade!
Alguns meses depois da chegada das famílias de Giuseppe e Romoaldo Ghisi ao Brasil, outro membro da família chegou da Itália em dezembro de 1877, no mesmo navio Henri-IV. Seu nome? Giuseppe Ghisi!

Apesar de seu nome constar na lista de passageiros como “Guiseppe”, provavelmente foi apenas um erro de digitação. Diferentemente do Giuseppe que chegou em setembro de 1877 com 39 anos, este chegou com 27.

Este navio chegou ao Brasil com 531 passageiros! Sendo um bebê que nasceu durante a viagem.

Fontes:

AZAMBUJA E URUSSANGA – Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina. Desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira.

http://telmotomio.blogspot.com.br/2012/09/post-87-imigrantes-da-colonia-azambuja.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_Azambuja

http://familiadallapegorara.blogspot.com/p/imigracao-italina-no-brasil.html

https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/172360

https://sian.an.gov.br/

Construções / Locais

1. Gyzi Megaron / Maison Ghisi Museum – Santorini, Grecia

O Gyzi Megaron (palácio Ghisi) é uma das muitas mansões dos nobres católicos que foram construídos em Fira a partir do ano de 1811.

O Centro Cultural Gyzi Megaron foi fundado no final dos anos 70 com a iniciativa, o apoio financeiro e a contribuição da Diocese Católica de Thira, que, desta forma, desejava continuar uma tradição cultural que se volta muitos séculos pela comunidade católica das Cíclades. Nele está localizado o Museu Gyzi Megaron em que são exibidas exposições (documentos, pinturas, fotografias e outros artefactos) que iluminam fontes significativas da tempestuosa história de Santorini desde a dominação veneziana até hoje.

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2. Chiesa San Simeone Profeta – Veneza, Itália

3 CHIESA SAN SIMEONE GRANDE

A uma curta distância de San Simeone Piccolo está a Igreja de San Simeone Profeta, sendo mais conhecida como Igreja de San Simeone Grande. Fundada em 967 pelas famílias Ghisi, Adoldi e Briosi, a modesta construção em madeira foi destruída por incêndio.

Reconstruída em pedra no ano de 1150 e restaurada em 1839, a pequena igreja é simples contendo apenas algumas obras de Tintoretto e Jacopo Palma, além de um monumento de pedra do século 14 dedicado a San Simeone.

Fonte: http://parlandoditalia.blogspot.com.br/2016/12/venezia-sestiere-santa-croce.html


3. Palazzo Boldù Ghisi


O palácio foi erguido no século XVI pela família Boldù, recentemente adicionada ao Patriciado Veneziano. O palácio foi reconstruído pela família Ghisi no final de 1600 e depois comprado pela família Contarini, proprietária do adjacente Palazzo Contarini Pisani. Os interiores foram afrescados por Jacopo Guarana.

Em 1523, Giovanni Orsini, um condottiere (chefe de soldados mercenários) lutando pela República de Veneza viveu nesse Palácio. Em 1524, alojou outro mercenário, G. Francesco Gonzaga (chamado da Lucera). Em 1657, Adriana Ghisi se casou com um membro da família Boldù, uma família patrícia de Conegliano.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Palazzo_Bold%C3%B9_a_San_Felice

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4. Castelo Ghisi (Gyzi)

Após a queda de Constantinopla em 1204, as ilhas de Tinos e Mykonos foram dadas aos irmãos Andrea e Jeremias Ghisi de Veneza. A família Ghisi governou Mykonos até 1390. Então a ilha chegou oficialmente sob o domínio otomano governado por um comitê de cristãos. A colina foi fortificada no início do período veneziano.

O castelo estava deserto no período otomano. Do século XIV ao século XIX, a ilha foi praticamente ocupada por piratas de várias nacionalidades que, usando Mykonos como base, invadiram o resto do Egeu.




5. Outras localidades

Via dei Ghisi
46100 Mantova MN
Itália

Observação: Antigamente, a Via Ghisi era localizada onde hoje é a Via Gilberto Govi, conforme texto abaixo.

“Il “10” dicevano che era stata (c’è tanto di targa commemorativa) la casa dei Ghisi un’antica famiglia del tempo dei Gonzaga che aveva costruito lì, dando il nome alla via che a Catena non era conosciuta come “via Govi” ma come “al Ghis”.

Fonte: https://gazzettadimantova.gelocal.it/mantova/cronaca/2020/07/22/news/requiem-per-un-sentiero-in-citta-quando-l-asfalto-copre-i-ricordi-1.39110673 

Via Giorgio Ghisi
00133 Roma RM
Itália

Via Martino Ghisi
26100 Cremona CR
Itália

Valle de Ghisi
Zara, Croácia

Canto inferior direito


6. Quadro de San Demétrio e o retrato do cliente Zuan / Gianni / Giovanni Pietro Ghisi

Quadro de San Demétrio (1545), do pintor Robust Jacopo, conhecido como Tintoretto. Local: Igreja de San Felice, Veneza.

 O cliente que aparece em adoração no canto inferior esquerdo, foi identificado como Zuan Pietro Ghisi (também citado como Gianni ou Giovanni), filho de Antônio e Maria Basegio, que se casou em 1461 – com as iniciais “GPG “, legível com base no pilar sobre o qual se assenta São Demétrio. Apesar da incerteza de sua existência real, este santo é representado principalmente, também em San Giorgio, como um soldado, e não sobriamente vestido com uma roupa de pregador ascético como era o caso em representações antigas.  Não é por acaso que o protegido, ou cliente ” póstumo “, que está a seus pés, com um olhar vagamente sonolento, foi identificado como Zuan Pietro Ghisi, que tinha sido um soldado com a patente de capitão estacionado nas montanhas de Cadore em 1509, engajado contra os ocupantes imperiais. De acordo com as informações recolhidas nos “ testemunhos ”, foi também supervisor em Piran.     

Um homem de armas com um santo de armas. 

Quanto ao registo de Ghisi, retratado no retábulo, sabemos que faleceu em 1539. A identificação foi feita pelo estudo do brasão e respetivas siglas atributivas representadas no pedestal do santo. É óbvio que se o quadro foi pintado em 1545 (ou talvez depois, como veremos mais tarde) a encomenda foi decididamente póstuma.




Fontes:
https://www.kastra.eu/castleen.php?kastro=gyzi
http://mykonensis.blogspot.com/2011/04/blog-post_11.html
https://www.greeka.com/cyclades/mykonos/sightseeing/gyzi-castle/
https://www.venicecafe.it/tintoretto-san-demetrio-con-il-donatore-1545-1547-chiesa-di-san-felice/

Membros Notáveis

Além dos membros já citados em “Família de Artistas“, seguem abaixo alguns personagens que também se destacaram na história.

Andrea Ghisi, senhor de Tinos e Míconos (ca. 1207–1266 / 77)

Bartolomeu I Ghisi, senhor de Tinos e Míconos (antes de 1277–1303)

George I Ghisi, Barão de Chalandritsa (depois de 1285 / 86–1311), Senhor de Tinos e Míconos (1303–1311)

Bartolomeu II Ghisi, Senhor de Tinos e Míconos (1311–1341), Triarca de Negroponte (1313–1341), Grande Constante da Acaia

George II Ghisi, senhor de Tinos e Mykonos e triarca de Negroponte (1341–1352)

Bartolomeu III Ghisi, senhor de Tinos e Míconos e triarca de Negroponte (1352 a 1385)

George III Ghisi, senhor de Tinos e Mykonos e triarca de Negroponte (ca. 1385–1390)

Geremia Ghisi, senhor de Skopelos , Skiathos e Skyros (ca. 1207-1243 / 52), senhor de Andros (ca. 1239-1243 / 52)

Isabetta, foi casada com Filippo Ghisi, que se tornou senhor de Skopelos, Skiathos e Skyros até 1277

Agnese Ghisi, esposa do Doge Lorenzo Tiepolo (1268 – 1275)

Marchesina Ghisi, esposa do Doge Lorenzo Celsi (1361 – 1365)

Peregrino Ghisi, membro do Conselho de Veneza em 1196

Pietro Ghisi, prefeito de Murano em 1309

Marino Ghisi, prefeito de Murano em 1525

Marino Ghisi, conde de Arbe – Croácia em 1535

Zaccaria Ghisi, prefeito de Murano em 1581

Andrea Ghisi, prefeito de Murano em 1604

Andrea Ghisi, prefeito de Piran – Eslovênia* em 1617

Bernardo Ghisi, prefeito de Rovinj – Croácia* em 1423

Giampietro Ghisi, prefeito de Dignano – Croácia* em 1488

Lorenzo Ghisi, superintendente de KrK – Croácia* em 1535

Lorenzo Ghisi, conde de Pula – Croácia* em 1606

Innocenzo Cybo Ghisi, escritor. Autor de vários livros no século XVII, como “Discorsi morali sopra i sette salmi penitentiali“.

Agostino Andrea Chigi (29 de novembro de 1466 – 11 de abril de 1520) foi um banqueiro e patrono das artes italiano do período renascentista. Agostino estabeleceu ligações econômicas com toda a Europa Ocidental e chegou a ter 20.000 empregados, recebendo de Siena o título de Il Magnifico. Nesta época, Chigi, “indiscutivelmente o homem mais rico em Roma”, tornou-se um rico patrono das artes e da literatura. Muitas fontes citam o sobrenome dele como Chigi ou Ghisi.

Flavio Chigi (Siena, 10 de maio de 1631 – Roma, 13 de setembro de 1693) foi um cardeal italiano. Muitas fontes citam o sobrenome dele como Chigi ou Ghisi.
Também conhecido em latim como Flavivs Cardinalis Ghisivs.



*Antigamente essas cidades pertenciam à República de Veneza, mas hoje fazem parte da Croácia.

Fonte: https://en.wikipedia.org/
http://www.statodamar.it/search.php?lang=1&txt=10&sid=
https://it.wikipedia.org/wiki/Flavio_Chigi_(1631-1693)

Brasão

A origem dos brasões coincide com o uso de torneios de cavalaria (séculos XI a XVII) e com a figura do arauto*  que os presidia. 

*Arauto: oficial designado para os tribunais dos soberanos e dos grandes senhores feudais e para as ordens de cavalaria (do franco hari-wald”Oficial do exército, homem de confiança do rei”). 

Inicialmente reservado às grandes dinastias e aos grandes senhores feudais, a utilização de brasões posteriormente foi estendida, com o uso nos torneios, à toda a nobreza feudal.
 
Durante os desfiles e procissões que antecediam um desafio, o arauto tinha a função de identificar os cavaleiros do próximo duelo, anunciando o nome, o título e dignidade de cada um deles ao público.  Irreconhecíveis pela armadura e pela viseira abaixada no rosto, a identificação era feita exclusivamente pelo brasão pintado no escudo e bordado no sobretudo da sela do cavalo.

De acordo com a comunidade heráldica internacional, os brasões são concedidos a pessoas, e não a famílias. O que existe é o brasão pessoal, que é passado de pais para seus filhos através de herança.


No quadro abaixo estão representados alguns dos principais brasões relacionados à família Ghisi.


Apesar da variedade de cores e formas, nota-se que o brasão vermelho com branco é o mais encontrado. Não se sabe exatamente qual o significado desse brasão, mas através de pesquisas em sites especializados em heráldica, podemos tentar interpretá-lo pelo significado de suas formas e cores.

Primeiramente, nota-se que o desenho é muito linear e simples, o que significa que é muito antigo (quanto mais velhos os brasões, menos figuras eles possuem em seu interior).

A sua forma é do tipo “Chevron”, que significa viga, representa o pé de uma casa, dando a ideia de proteção. Geralmente esta divisa era concedida àqueles que haviam participado de algum empreendimento notável, construíram igrejas ou fortalezas ou haviam realizado algum trabalho que exigia serviço fiel.

A cor vermelha refere-se ao sangue derramado na batalha, representa o valor, a audácia, a nobreza e o domínio. Esta também é a cor predominante da bandeira da Sereníssima República de Veneza.

As cores e formas do brasão também se assemelham aos trajes dos papas, conforme exemplos abaixo.

Considerando a história da família, que fazia parte da nobreza veneziana e realizou várias conquistas, entre elas, algumas ilhas gregas (Tinos, Mykonos, Skopelos, Skiathos e Skyros), pode ser que o desenho do brasão demonstre exatamente esta ideia, de uma família nobre, conquistadora, sobre a proteção da Sereníssima República de Veneza e divina.

Obs.: Há ainda algumas fontes que ligam essa forma de brasão a um manto de cavalheiro nobre.


Por fim, segue um livro de 1715, chamado Livro sobre Brasões de Armas da Europa, com o brasão da família Ghisi na página 196.

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Fontes: 
http://www.armoriale.it/wiki/Armoriale_delle_famiglie_italiane_(Ghi)
http://www.iagiforum.info
http://www.treccani.it/enciclopedia/araldica/
https://www.bandierevenete.it/bandiera_veneta.html
VINCENZO CORONELLI, Arme, Blasoni o Insegne gentilizie delle Famiglie Patritie esistenti nella Serenissima Republica di Venetia, Venezia, [tra 1694 e 1701]

Citações

A seguir algumas fontes que citam a família Ghisi.


1. Wikipedia

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Ghisi

A família Ghisi era uma família nobre veneziana, originária de Pádua ou Aquileia. Após o estabelecimento dos estados cruzados na Grécia (Quarta Cruzada, 1204), Ghisi tornou-se uma dinastia importante lá. Andrea Ghisi tornou-se senhor das ilhas de Tinos e Mykonos, enquanto seu irmão Geremia Ghisi tornou-se governante de Skopelos, Skiathos e Skyros. Mais tarde membros da família também estavam ativos no Principado de Acaia e na Triarquia de Negroponte.

Observação: Na ilha de Tinos existe um hotel chamado Villa Ghisi (http://villaghisi.gr)

Fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Ghisi

Ghisi furono una famiglia patrizia veneziana, annoverata fra le cosiddette Case Nuove.La famiglia Ghisi sarebbe stata oriunda di Aquileia, in Friuli, ma legata a Venezia e alla sua aristocrazia da vincoli d’interesse e di parentela risalenti al Medioevo[2].

Membri dell’antico Consilium cittadino[3], pare che i Ghisi avessero ricevuto la dignità nobiliare nel 1222[4], vivente il dogePietro Ziani, al cui tempo Andrea e Geremia Ghisi erano feudatari delle isole di Tino e Micono[4].

Confermati nel corpo patrizio veneziano alla serrata del Maggior Consiglio (1297), nel XIII secolo — all’epoca della spedizione militare di Marco I Sanudo nell’Egeo — i Ghisi diedero un contributo importante alla vittoria della Serenissima Repubblica, ricevendo la sovranità sulle isole greche di Sciro, Micono, Tinos ed un terzo di Negroponte (dove governarono il terzo centrale per circa un secolo dal 1299), feudi che tennero sino al 1390[2][5].

I Ghisi si estinsero alla fine del secolo XVII[3].Gyzi Megaron Cultural

Aquileia

Aquileia

Repartição das ilhas do mar Egeu entre os conquistadores.
Repartição das ilhas do mar Egeu entre os conquistadores.

2. Gyzi Megaron Cultural Centre (Santorini, Grécia)

Fonte: http://gyzimegaron.gr/en/gyzimegaron/gyzi_family/

The Gyzi family (Ghisi) came to Greece from Venice during the 4th Crusade.

Marcos Gyzis was a Master of Greek class who came to Greece following an invitation by the Noble Marcou Sanoudou, Lord (and owner) of the Cyclades (The Duke of Naxos) We find ourselves in the era of Venetian dominance at which time almost all of the Aegean islands were under Venetian rule.

The Gyzis found themselves on Santorini at the beginning of the 17thcentury, to be exact in 1642 they settled in the then capital of the island in the Castle of Skarou.

One of Gyzi’s groups was embraced by the orthodox doctrine and founded, on the 6th of December in 1651, the Monastery of St. Nicholas of Gyzi. Today it is a convent bearing the same name which was relocated in 1816 to the village of Imerovigli . In 1699 Zaharias Gkyzis was elected as the (orthodox) Archbishop of Thira, who then relocated his base to the Castle of the Tower of Skaro since at the time the latter was the base of the Latin Archbishop of Thira.

The catholic group of the Gyzi family was represented and distinguished by Micheli Gyzi who was born in Skaro in 1802. He became active in the export of wine to as far away as the tsarist Russia. He acquired a great amount of real estate and for all of his life made huge donations to the Catholic Church and especially to monasteries. Before he died in 1888, inconsolable after the loss of his one and only son Christodoulou Gyzi (who died in 1857 in Paris), he bequeathed his Megaron to Thira, to the adjacent monastery of the Sisters of Mercy. He was buried, as he himself had requested, inside the Holy Temple of the Monastery of the Brothers of Lazariston, dedicated to the Conception of the Virgin Mary. The second child of Micheli Gyzi was a girl, named Margarita, who herself gave birth to a daughter, named Maria, after her marriage to Jacob Vazeggio. Maria married the Consul of France, Petro Delenda in Santorini but bore no children, hereby closing the presence of the family who had been rumoured in Santorini for more than two centuries.

 

The coat of arms of the Gyzi family can be seen built into the façade of today’s Gyzi Megaron in Fira, and also at the Monastery of St. Nicholas in Imerovigli.

The Gyzi Megaron (palazzo Ghizi) is one of the many mansions of the catholic nobles which were built in Fira from the year of 1811 and onwards. In this era the Castle of Skarou (the base of the nobles) had become derelict due to damage done by earthquakes and volcanic explosions, something which made it extremely dangerous for the residents to stay there and forced them to move to safer areas. The period of piracy and predatory raids had elapsed so they were able to build settlements apart from the already existing castles.


3. Treccani – La cultura italiana

Fonte: http://www.treccani.it/enciclopedia/ghisi

Ghisi ‹-ʃi›. – Famiglia originaria d’Aquileia e legata per parentela e per interessi con l’aristocrazia veneta. Per la partecipazione di Andrea e Geremia alla spedizione di Marco Sanudo (120405) i Gh. divennero signori di Tino, Micono e Sciro con un terzo dell’isola di Negroponte: si posero allora sotto l’alta sovranità e protezione di Venezia regnando così fino al 1390 quando, morto senza eredi l’ultimo dinasta, Giorgio III, su bentrò ai Gh. la repubblica di Venezia che tenne il possesso delle isole sino al 1718.


4. Libro dei nobili veneti

Fonte: Libro dei nobili veneti, messo in luce [by J.T. Leader].

 

Ghisi Vennero da Aquile a ove erano ricchi e nobilissimi signori ad abitar a Venezia ove fecero poi fabricare coi loro vicini la chiesa di S Simeone Profeta Furono graziati del carattere Patrizio l 1222 vivente il Doge Pietro Ziani nel quale tempo Andrea e Geremia Ghisi erano Padroni delle isole di Tenedo e Metelino et allora fu che levarono nell arme il monte d argento in luogo delli tre leoni azzuri sopra la sbarra d argento che portavano per avanti.

 

 

5. Dizionario Storico-Portatile Di Tutte Le Venete Patrizie Famiglie

Fonte: Dizionario Storico-Portatile Di Tutte Le Venete Patrizie Famiglie.

Ghisi Antichiffima di Venezia oriunda d Aquileja Furono dell antico Configlio e romafero al ferrar di quello Questa Famiglia fi eftinfe forfe nel fine del fecosố pastato La nostra Cronica registra un f Benetto de í Lucian che nel 17oo fi fece Gefuito Da altre memorie fi vede una figlia di f Steffano fù de f Andrea maritata nel 1657 in f Cristofolo Boldù q Antonio.
 

6. Sommario storico delle famiglie celebri Toscane

Fonte: Sommario_storico_delle_famiglie_celebri (1868) – Pág. 208.

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Ghisi Antichissima e nobilissima famiglie Italiane, è quella dei GHISI Sebbene alcuni Storici facciano venire da Aquileja o, da Padovu i primi ascendenti di questa Casa, tuttavia è un fatto che tutti gli uo mini più illustri, eho resero celebre nelle storie ^d/ Italia questa prosa pia, abitarono nella Venezia, (1.) oppure appartennero al di lei territorio, o da quello emigrarono non motto lontano.


7. Les Ghisi, dynastes vénitiens dans l’archipel

Fonte: https://www.amazon.com/Ghisi-dynastes-larchipel-Raymond-Loenertz/dp/8822221990

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8. Cavaleiro Templário

Fonte: http://www.fabrianostorica.it/appello_casalvento.htm

“… si trova scritto che la chiesa dedicata a San Paterniano e denominata de “Rivoretroso sive de Villa Perticani”, era commendata al cavaliere gerosolimitano don Camillo Ghisi. E’ cosa risaputa e nota a tutti che i Gerosolimitani altro non erano che i Cavalieri dell’ordine Ospitaliero di S. Giovanni di Gerusalemme, chiamati anche Giovanniti e poi Cavalieri di Malta; il potente ordine militare-cavalleresco, quasi sempre rivale di quello Temoplare. Si tratta dello stesso ordine che aveva poi ereditato i beni della Milizia del Tempio, dopo la sua soppressione […]. Ritornando alla precettoria di Perticano, c’è da dire che da questa dipendeva, oltre ad una vasta estensione di terreni che arrivavano fino alle frazioni fabrianesi di Viacce e Rucce, anche la chiesa di S. Croce di Casalvento con i resti tuttora ben visibili di un’antica torre, a guardia della sottostante strada per Sassoferrato.”