Viagem Itália – Brasil


A viagem de São Benedetto Po (Itália), cidade natal das famílias dos irmãos Romoaldo e Giuseppe Ghisi, até a Colônia de Azambuja, foi realizada através de carros de boi, trens, navios e muita caminhada, conforme pode ser observado nos trechos abaixo do livro “As Faces da Vida – Os Graciola“, de José Francisco Graciola, pela Editora Komedi, Campinas, em 2006.

Observação: Vejam este e outros ótimos textos no site http://telmotomio.blogspot.com


O destino era o Porto de Le Havre no norte da França.

Os portos mais seguros para embarque eram os franceses, porque na Itália uma circular do ministro Lanza em 18/01/1873 exigia muitas formalidades aos imigrantes. Além disso, quem partia da França, era favorecido, pois a legislação francesa, ao contrário da italiana, previa que a bordo dos navios houvesse a presença de médicos e remédios. Eis porque, especialmente entre 1875 e 1876, as partidas para o Brasil aconteceram sobretudo de Marselha e Le Havre. As passagens eram gratuitas. Em fins de 1876, as partidas de Gênova tinham se tornado mais frequentes em detrimento dos portos franceses.

Em 1878, houve suspensão dos contratos entre o governo brasileiro e os empresários engajadores e com isso se acabou a gratuidade das passagens.
A cidade de
Rovereto era o encontro de todos os imigrantes dos vales trentinos.

Chegavam de diversas localidades, quase sempre conduzidos por carroças ou carros de boi. A estação ferroviária estava lotada de imigrantes carregados de bagagens e lembranças. Alguns levavam garrafas de vinho, outros sementes para plantar na nova terra, outros ainda portavam ferramentas ou utensílios de cozinha

O trem então partiu para a cidade de
Verona. Lá chegando, conseguiu-se uma vaga em uma hospedaria para passar a noite. As crianças precisavam descansar. Em Verona, também se juntaram alguns vênetos.

No outro dia pela manhã, a viagem prosseguiu com destino à cidade de Modane, já agora em território francês.

À tarde, a partida com destino a Paris.
A viagem prosseguiu atravessando todo o território francês e, ao entardecer do dia seguinte, avistou-se
Paris.

Por volta das 11 horas da noite, partiu o trem de Paris com seu destino final: o
Porto de Le Havre.

Na manhã do dia seguinte, a chegada ao porto.

O canal da Mancha. Formavam-se grupos de pessoas com afinidade de origem, dialeto ou então parentesco. Uma sirene estridente quebra o torpor da manhã. Era hora da apresentação dos documentos para o embarque. As pessoas se aglomeravam, muitos eram tomados pelo pânico e relutavam em embarcar.

Começa o embarque. Eram muitos imigrantes. Haviam muitas dificuldades com as autoridades francesas, que não falavam a língua italiana e precisavam da ajuda dos agentes.

Era grande o risco de epidemias, principalmente a varíola, que vitimava quase sempre velhos e crianças. Havia também o antigo temor das tempestades em alto-mar.

Depois de algumas horas, estavam todos a bordo, tragados pelo gigante de aço. A maioria trentinos, mas também vênetos e lombardos.

Os alojamentos não eram adequados e suficientes. A passagem de terceira classe não poderia prover-lhes melhor sorte. Enfim, todos se acomodavam nos beliches, alguns colocam os colchões no chão. Amontoam as malas e sacolas em qualquer espaço disponível. À noite, deveriam permanecer separados por sexo: os homens de um lado e as mulheres, crianças e bebês de outro.

Aos poucos o vapor vai deixando o Canal da Mancha em direção ao Atlântico Norte. Agora só se avista céu e mar. Passados alguns dias, o capitão avisa que estão próximos à Ilha da Madeira, já nas costas da África. A água existente é basicamente para beber. A comida quase sempre consistia de uma sopa rala de batatas e massa condimentada com toucinho. Fazia-se acompanhar por um naco de queijo curado que haviam trazido na bagagem. Pela manhã, um café invariavelmente muito fraco…

Diminuiu bastante o forte cheiro de vômito dos primeiros dias, com a adaptação aos balanços do navio. Os dias são longos. Chegam notícias de óbitos, outras notícias de pessoas adoecidas e de crianças e velhos que padecem. A religiosidade os fortalece, são famílias essencialmente católicas e, ao cair da tarde, participam de forma compenetrada e intensa das orações e dos cânticos. Os dias continuam muito compridos e as noites intermináveis. Finalmente em um entardecer, chega o aviso vindo da cabine de comando: no dia seguinte deveriam chegar ao Rio de Janeiro.

O desembarque no Rio de Janeiro.
Começa o procedimento de desembarque. São apresentados os documentos perante as autoridades brasileiras. Sobem a bordo as autoridades sanitárias. Médicos e enfermeiras fazem a vacinação dos imigrantes. São em seguida conduzidos e alojados na Hospedaria dos Imigrantes, antigo depósito de mercadorias do porto do Rio de Janeiro. As condições da hospedaria são muito precárias. Faltavam intérpretes para fornecer as devidas informações e a estrutura era muito deficiente. A febre amarela já se tinha instalado na capital brasileira e vinha vitimando muitos estrangeiros.

Reunidas na hospedaria, todas aquelas famílias que juntas tinham atravessado o Atlântico embarcariam novamente em uma curta viagem, com destino ao sul, ao Porto de Itajaí. Naqueles anos havia quatro navios que realizavamo transporte da capital brasileira para as províncias do sul: o Calderon, o Purus, o São Lourenço e o Werneck, que era um navio de transporte militar.

No início de novembro daquele ano de 1876, chegavam a Desterro (Nossa Senhora do Desterro, antiga denominação de Florianópolis) e dali ao Porto de Itajaí. No porto foram alojados nas casas de recepção. Eram construções de madeira, com aspecto pouco atraente, com pouco conforto, que abrigariam os imigrantes por pouquíssimo tempo até serem conduzidos ao agente de colonização, que os conduziria ao seu destino final.

Seguem a pé ou em carroças puxadas por bois, lentamente pelas trilhas (picadas) abertas no ano anterior…


Principais cidades da rota percorrida de San Benedetto Po – Le Havre

Em 02/08/1877 o Vapor HENRI IV sai do Porto de Le Havre com destino ao Porto do Rio de Janeiro, o qual chega em 02/09/1877. A bordo se encontravam a família dos irmãos Romoaldo e Giuseppe Ghisi, filhos de Antônio Ghisi e Domênica Pedrazzoli.



Navio tela 1
Navio tela 2
Lista navio Giuseppe
Lista Navio Romoaldo


Romoaldo Ghisi, 41 anos.

Santa Stefanini, esposa, 40

Maria, filha, 17

Guerina, filho, 11 (Correção: Gherino)

Mauro, filho, 8

Amadeo, filho, 6

Ester, filho, 2

Ignazio, filho adotivo, 11 (filho de Ignazio Ghisi e Adelaide Magnani) *

Domenica Pedrazzoli, mãe, 52 (Correção: 62 anos)


* Não se sabe exatamente a causa, mas Romoaldo Ghisi e Santa Stefanini adotaram essa criança como filho legítimo, conforme descrito no registro de Óbito de Santa (imagem abaixo).




Giuseppe Ghisi, 39 anos.

Maria Zapellini, esposa, 34

Angela, filha, 7

Adelina, filho, 5 (Correção: Delelmo)

Amabilia, filha, 12 meses (Correção: Amabilia Catterina)



Observação: Alguns nomes e idades foram informados de forma incorreta na lista, por isso a correção entre parênteses.

Vapor HENRI IV – Relação de passageiros 02091877

Após chegarem no Rio de Janeiro, mudaram de Vapor e vieram até Desterro (Florianópolis).

Com destino à Laguna, seguiram embarcados nos paquetes (Pequenas embarcações costeiras) e chegando lá seguiram com grandes canoas fretadas até o Porto de Morrinhos, em Tubarão. Desse ponto, deixaram os barcos e foram até Poço Grande, onde após aguardarem alguns dias nessa região a espera de carros de boi para levarem as bagagens, seguiram durante 12 dias costeando o Rio Tubarão até Pedras Grandes.

Por fim, fizeram o último trecho até a Colônia de Azambuja a pé, com suas bagagens nas costas e em algumas mulas compradas.

Caminho imigrantes.PNG

Veja a seguir um vídeo muito legal do Eusébio Pasini Tonettoque fala sobre essa chegada dos imigrantes.



Curiosidade!
Alguns meses depois da chegada das famílias de Giuseppe e Romoaldo Ghisi ao Brasil, outro membro da família chegou da Itália em dezembro de 1877, no mesmo navio Henri-IV. Seu nome? Giuseppe Ghisi!

Apesar de seu nome constar na lista de passageiros como “Guiseppe”, provavelmente foi apenas um erro de digitação. Diferentemente do Giuseppe que chegou em setembro de 1877 com 39 anos, este chegou com 27.

Este navio chegou ao Brasil com 531 passageiros! Sendo um bebê que nasceu durante a viagem.

Fontes:

AZAMBUJA E URUSSANGA – Memória sobre a fundação, pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira, de uma colônia de imigrantes italianos em Santa Catarina. Desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira.

http://telmotomio.blogspot.com.br/2012/09/post-87-imigrantes-da-colonia-azambuja.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_Azambuja

http://familiadallapegorara.blogspot.com/p/imigracao-italina-no-brasil.html

https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/172360

https://sian.an.gov.br/

Membros Notáveis

Além dos membros já citados em “Família de Artistas“, seguem abaixo alguns personagens que também se destacaram na história.

Andrea Ghisi, senhor de Tinos e Míconos (ca. 1207–1266 / 77)

Bartolomeu I Ghisi, senhor de Tinos e Míconos (antes de 1277–1303)

George I Ghisi, Barão de Chalandritsa (depois de 1285 / 86–1311), Senhor de Tinos e Míconos (1303–1311)

Bartolomeu II Ghisi, Senhor de Tinos e Míconos (1311–1341), Triarca de Negroponte (1313–1341), Grande Constante da Acaia

George II Ghisi, senhor de Tinos e Mykonos e triarca de Negroponte (1341–1352)

Bartolomeu III Ghisi, senhor de Tinos e Míconos e triarca de Negroponte (1352 a 1385)

George III Ghisi, senhor de Tinos e Mykonos e triarca de Negroponte (ca. 1385–1390)

Geremia Ghisi, senhor de Skopelos , Skiathos e Skyros (ca. 1207-1243 / 52), senhor de Andros (ca. 1239-1243 / 52)

Isabetta, foi casada com Filippo Ghisi, que se tornou senhor de Skopelos, Skiathos e Skyros até 1277

Agnese Ghisi, esposa do Doge Lorenzo Tiepolo (1268 – 1275)

Marchesina Ghisi, esposa do Doge Lorenzo Celsi (1361 – 1365)

Peregrino Ghisi, membro do Conselho de Veneza em 1196

Pietro Ghisi, prefeito de Murano em 1309

Marino Ghisi, prefeito de Murano em 1525

Marino Ghisi, conde de Arbe – Croácia em 1535

Zaccaria Ghisi, prefeito de Murano em 1581

Andrea Ghisi, prefeito de Murano em 1604

Andrea Ghisi, prefeito de Piran – Eslovênia* em 1617

Bernardo Ghisi, prefeito de Rovinj – Croácia* em 1423

Giampietro Ghisi, prefeito de Dignano – Croácia* em 1488

Lorenzo Ghisi, superintendente de KrK – Croácia* em 1535

Lorenzo Ghisi, conde de Pula – Croácia* em 1606

Innocenzo Cybo Ghisi, escritor. Autor de vários livros no século XVII, como “Discorsi morali sopra i sette salmi penitentiali“.

Agostino Andrea Chigi (29 de novembro de 1466 – 11 de abril de 1520) foi um banqueiro e patrono das artes italiano do período renascentista. Agostino estabeleceu ligações econômicas com toda a Europa Ocidental e chegou a ter 20.000 empregados, recebendo de Siena o título de Il Magnifico. Nesta época, Chigi, “indiscutivelmente o homem mais rico em Roma”, tornou-se um rico patrono das artes e da literatura. Muitas fontes citam o sobrenome dele como Chigi ou Ghisi.

Flavio Chigi (Siena, 10 de maio de 1631 – Roma, 13 de setembro de 1693) foi um cardeal italiano. Muitas fontes citam o sobrenome dele como Chigi ou Ghisi.
Também conhecido em latim como Flavivs Cardinalis Ghisivs.



*Antigamente essas cidades pertenciam à República de Veneza, mas hoje fazem parte da Croácia.


Ernesto Ghisi (Trípoli, 3 de abril de 1904 – Nápoles, 23 de fevereiro de 1984) foi um jogador de futebol italiano. Ele era o irmão mais velho de Pino Ghisi, que jogou com ele em Nápoles, nell’Internaples, em Vomero, e Savoy, e por isso também era conhecido como Ghisi’s. Nasceu em Trípoli (Líbia) e depois mudou-se para a Itália com a família. Em 1919/20 estreou, juntamente com o seu irmão, na melhor liga de futebol (então Primeira Divisão) com a camisa do Nápoles.



Pino Ghisi – Nascido Giuseppe Ghisi – (Trípoli, 4 de fevereiro de 1906) foi um jogador de futebol italiano , com função de meio-campista. Ele era o irmão mais novo de Ernesto Ghisi, também jogador do Napoli, e por isso era conhecido como Ghisi II.


Marc Luyckx Ghisi – Nasceu em 20 de abril de 1942, em Louvain, Bélgica. Autor, filósofo e doutor em teologia, apresenta seus artigos, conferências, entrevistas e livros em francês, italiano e inglês.

Marc Luyckx Ghisi

Inicialmente, ele estudou matemática, filosofia e teologia (Ph.D.) e se tornou um padre católico. Fez o doutorado em Roma (Pontifício Instituto Oriental), em teologia russa e grega. Durante dez anos (1990-1999), ele foi membro da Unidade de Estudos Futuros da Comissão Europeia, onde se concentrou no significado da integração europeia e criou o programa A alma da Europa. 

Ele foi Reitor da Cotrugli Business School, em Zagreb e Belgrado (2005-2009). Por 8 anos ele também foi membro do Auroville International Advisory Council, no sul da Índia. Ele é membro da World Business Academy, membro do Clube de Roma-UE, membro da World Futures Studies Federation e é presidente honorário da Eurotas, European Transpersonal Association.



Fontes: 
https://en.wikipedia.org/
http://www.statodamar.it/search.php?lang=1&txt=10&sid=
https://it.wikipedia.org/wiki/Flavio_Chigi_(1631-1693)
https://it.wikipedia.org/wiki/File:Associazione_Calcio_Napoli_1928-29.JPG
https://www.storiadellaroma.it/1927-pino-ghisi-fortitudo/
https://it.wikipedia.org/wiki/Ernesto_Ghisi
https://www.sportcampania.it/nasceva-oggi-ernesto-ghisi-attaccante-della-prima-societa-calcio-napoli/
https://en.wikipedia.org/wiki/Marc_Luyckx_Ghisi

Brasão

A origem dos brasões coincide com o uso de torneios de cavalaria (séculos XI a XVII) e com a figura do arauto*  que os presidia. 

*Arauto: oficial designado para os tribunais dos soberanos e dos grandes senhores feudais e para as ordens de cavalaria (do franco hari-wald”Oficial do exército, homem de confiança do rei”). 

Inicialmente reservado às grandes dinastias e aos grandes senhores feudais, a utilização de brasões posteriormente foi estendida, com o uso nos torneios, à toda a nobreza feudal.
 
Durante os desfiles e procissões que antecediam um desafio, o arauto tinha a função de identificar os cavaleiros do próximo duelo, anunciando o nome, o título e dignidade de cada um deles ao público.  Irreconhecíveis pela armadura e pela viseira abaixada no rosto, a identificação era feita exclusivamente pelo brasão pintado no escudo e bordado no sobretudo da sela do cavalo.

De acordo com a comunidade heráldica internacional, os brasões são concedidos a pessoas, e não a famílias. O que existe é o brasão pessoal, que é passado de pais para seus filhos através de herança.


No quadro abaixo estão representados alguns dos principais brasões relacionados à família Ghisi.


Apesar da variedade de cores e formas, nota-se que o brasão vermelho com branco é o mais encontrado. Não se sabe exatamente qual o significado desse brasão, mas através de pesquisas em sites especializados em heráldica, podemos tentar interpretá-lo pelo significado de suas formas e cores.

Primeiramente, nota-se que o desenho é muito linear e simples, o que significa que é muito antigo (quanto mais velhos os brasões, menos figuras eles possuem em seu interior).

A sua forma é do tipo “Chevron”, que significa viga, representa o pé de uma casa, dando a ideia de proteção. Geralmente esta divisa era concedida àqueles que haviam participado de algum empreendimento notável, construíram igrejas ou fortalezas ou haviam realizado algum trabalho que exigia serviço fiel.

A cor vermelha refere-se ao sangue derramado na batalha, representa o valor, a audácia, a nobreza e o domínio. Esta também é a cor predominante da bandeira da Sereníssima República de Veneza.

As cores e formas do brasão também se assemelham aos trajes dos papas, conforme exemplos abaixo.

Considerando a história da família, que fazia parte da nobreza veneziana e realizou várias conquistas, entre elas, algumas ilhas gregas (Tinos, Mykonos, Skopelos, Skiathos e Skyros), pode ser que o desenho do brasão demonstre exatamente esta ideia, de uma família nobre, conquistadora, sobre a proteção da Sereníssima República de Veneza e divina.

Obs.: Há ainda algumas fontes que ligam essa forma de brasão a um manto de cavalheiro nobre.


Por fim, segue um livro de 1715, chamado Livro sobre Brasões de Armas da Europa, com o brasão da família Ghisi na página 196.

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Fontes: 
http://www.armoriale.it/wiki/Armoriale_delle_famiglie_italiane_(Ghi)
http://www.iagiforum.info
http://www.treccani.it/enciclopedia/araldica/
https://www.bandierevenete.it/bandiera_veneta.html
VINCENZO CORONELLI, Arme, Blasoni o Insegne gentilizie delle Famiglie Patritie esistenti nella Serenissima Republica di Venetia, Venezia, [tra 1694 e 1701]

Citações

A seguir algumas fontes que citam a família Ghisi.


1. Wikipedia

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Ghisi

A família Ghisi era uma família nobre veneziana, originária de Pádua ou Aquileia. Após o estabelecimento dos estados cruzados na Grécia (Quarta Cruzada, 1204), Ghisi tornou-se uma dinastia importante lá. Andrea Ghisi tornou-se senhor das ilhas de Tinos e Mykonos, enquanto seu irmão Geremia Ghisi tornou-se governante de Skopelos, Skiathos e Skyros. Mais tarde membros da família também estavam ativos no Principado de Acaia e na Triarquia de Negroponte.

Observação: Na ilha de Tinos existe um hotel chamado Villa Ghisi (http://villaghisi.gr)

Fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Ghisi

Ghisi furono una famiglia patrizia veneziana, annoverata fra le cosiddette Case Nuove.La famiglia Ghisi sarebbe stata oriunda di Aquileia, in Friuli, ma legata a Venezia e alla sua aristocrazia da vincoli d’interesse e di parentela risalenti al Medioevo[2].

Membri dell’antico Consilium cittadino[3], pare che i Ghisi avessero ricevuto la dignità nobiliare nel 1222[4], vivente il dogePietro Ziani, al cui tempo Andrea e Geremia Ghisi erano feudatari delle isole di Tino e Micono[4].

Confermati nel corpo patrizio veneziano alla serrata del Maggior Consiglio (1297), nel XIII secolo — all’epoca della spedizione militare di Marco I Sanudo nell’Egeo — i Ghisi diedero un contributo importante alla vittoria della Serenissima Repubblica, ricevendo la sovranità sulle isole greche di Sciro, Micono, Tinos ed un terzo di Negroponte (dove governarono il terzo centrale per circa un secolo dal 1299), feudi che tennero sino al 1390[2][5].

I Ghisi si estinsero alla fine del secolo XVII[3].Gyzi Megaron Cultural

Aquileia

Aquileia

Repartição das ilhas do mar Egeu entre os conquistadores.
Repartição das ilhas do mar Egeu entre os conquistadores.

2. Gyzi Megaron Cultural Centre (Santorini, Grécia)

Fonte: http://gyzimegaron.gr/en/gyzimegaron/gyzi_family/

The Gyzi family (Ghisi) came to Greece from Venice during the 4th Crusade.

Marcos Gyzis was a Master of Greek class who came to Greece following an invitation by the Noble Marcou Sanoudou, Lord (and owner) of the Cyclades (The Duke of Naxos) We find ourselves in the era of Venetian dominance at which time almost all of the Aegean islands were under Venetian rule.

The Gyzis found themselves on Santorini at the beginning of the 17thcentury, to be exact in 1642 they settled in the then capital of the island in the Castle of Skarou.

One of Gyzi’s groups was embraced by the orthodox doctrine and founded, on the 6th of December in 1651, the Monastery of St. Nicholas of Gyzi. Today it is a convent bearing the same name which was relocated in 1816 to the village of Imerovigli . In 1699 Zaharias Gkyzis was elected as the (orthodox) Archbishop of Thira, who then relocated his base to the Castle of the Tower of Skaro since at the time the latter was the base of the Latin Archbishop of Thira.

The catholic group of the Gyzi family was represented and distinguished by Micheli Gyzi who was born in Skaro in 1802. He became active in the export of wine to as far away as the tsarist Russia. He acquired a great amount of real estate and for all of his life made huge donations to the Catholic Church and especially to monasteries. Before he died in 1888, inconsolable after the loss of his one and only son Christodoulou Gyzi (who died in 1857 in Paris), he bequeathed his Megaron to Thira, to the adjacent monastery of the Sisters of Mercy. He was buried, as he himself had requested, inside the Holy Temple of the Monastery of the Brothers of Lazariston, dedicated to the Conception of the Virgin Mary. The second child of Micheli Gyzi was a girl, named Margarita, who herself gave birth to a daughter, named Maria, after her marriage to Jacob Vazeggio. Maria married the Consul of France, Petro Delenda in Santorini but bore no children, hereby closing the presence of the family who had been rumoured in Santorini for more than two centuries.

 

The coat of arms of the Gyzi family can be seen built into the façade of today’s Gyzi Megaron in Fira, and also at the Monastery of St. Nicholas in Imerovigli.

The Gyzi Megaron (palazzo Ghizi) is one of the many mansions of the catholic nobles which were built in Fira from the year of 1811 and onwards. In this era the Castle of Skarou (the base of the nobles) had become derelict due to damage done by earthquakes and volcanic explosions, something which made it extremely dangerous for the residents to stay there and forced them to move to safer areas. The period of piracy and predatory raids had elapsed so they were able to build settlements apart from the already existing castles.


3. Treccani – La cultura italiana

Fonte: http://www.treccani.it/enciclopedia/ghisi

Ghisi ‹-ʃi›. – Famiglia originaria d’Aquileia e legata per parentela e per interessi con l’aristocrazia veneta. Per la partecipazione di Andrea e Geremia alla spedizione di Marco Sanudo (120405) i Gh. divennero signori di Tino, Micono e Sciro con un terzo dell’isola di Negroponte: si posero allora sotto l’alta sovranità e protezione di Venezia regnando così fino al 1390 quando, morto senza eredi l’ultimo dinasta, Giorgio III, su bentrò ai Gh. la repubblica di Venezia che tenne il possesso delle isole sino al 1718.


4. Libro dei nobili veneti

Fonte: Libro dei nobili veneti, messo in luce [by J.T. Leader].

 

Ghisi Vennero da Aquile a ove erano ricchi e nobilissimi signori ad abitar a Venezia ove fecero poi fabricare coi loro vicini la chiesa di S Simeone Profeta Furono graziati del carattere Patrizio l 1222 vivente il Doge Pietro Ziani nel quale tempo Andrea e Geremia Ghisi erano Padroni delle isole di Tenedo e Metelino et allora fu che levarono nell arme il monte d argento in luogo delli tre leoni azzuri sopra la sbarra d argento che portavano per avanti.

 

 

5. Dizionario Storico-Portatile Di Tutte Le Venete Patrizie Famiglie

Fonte: Dizionario Storico-Portatile Di Tutte Le Venete Patrizie Famiglie.

Ghisi Antichiffima di Venezia oriunda d Aquileja Furono dell antico Configlio e romafero al ferrar di quello Questa Famiglia fi eftinfe forfe nel fine del fecosố pastato La nostra Cronica registra un f Benetto de í Lucian che nel 17oo fi fece Gefuito Da altre memorie fi vede una figlia di f Steffano fù de f Andrea maritata nel 1657 in f Cristofolo Boldù q Antonio.
 

6. Sommario storico delle famiglie celebri Toscane

Fonte: Sommario_storico_delle_famiglie_celebri (1868) – Pág. 208.

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Ghisi Antichissima e nobilissima famiglie Italiane, è quella dei GHISI Sebbene alcuni Storici facciano venire da Aquileja o, da Padovu i primi ascendenti di questa Casa, tuttavia è un fatto che tutti gli uo mini più illustri, eho resero celebre nelle storie ^d/ Italia questa prosa pia, abitarono nella Venezia, (1.) oppure appartennero al di lei territorio, o da quello emigrarono non motto lontano.


7. Les Ghisi, dynastes vénitiens dans l’archipel

Fonte: https://www.amazon.com/Ghisi-dynastes-larchipel-Raymond-Loenertz/dp/8822221990

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8. Cavaleiro Templário

Fonte: http://www.fabrianostorica.it/appello_casalvento.htm

“… si trova scritto che la chiesa dedicata a San Paterniano e denominata de “Rivoretroso sive de Villa Perticani”, era commendata al cavaliere gerosolimitano don Camillo Ghisi. E’ cosa risaputa e nota a tutti che i Gerosolimitani altro non erano che i Cavalieri dell’ordine Ospitaliero di S. Giovanni di Gerusalemme, chiamati anche Giovanniti e poi Cavalieri di Malta; il potente ordine militare-cavalleresco, quasi sempre rivale di quello Temoplare. Si tratta dello stesso ordine che aveva poi ereditato i beni della Milizia del Tempio, dopo la sua soppressione […]. Ritornando alla precettoria di Perticano, c’è da dire che da questa dipendeva, oltre ad una vasta estensione di terreni che arrivavano fino alle frazioni fabrianesi di Viacce e Rucce, anche la chiesa di S. Croce di Casalvento con i resti tuttora ben visibili di un’antica torre, a guardia della sottostante strada per Sassoferrato.”